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Indústria entrega carta com proposições para fortalecer economia ao governo

Terça-feira, 30 de maio de 2017

Entre as propostas apresentadas pelo empresariado, no documento, estão a agilização e desburocratização da concessão de incentivos

O presidente da Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), José Carlos Lyra de Andrade, entregou, ao governo do Estado, um documento com uma série de proposições que visam fortalecer a cooperação entre o setor produtivo e o poder público para promover a diversificação da economia local.

A Carta da Indústria 2017 foi entregue, na manhã dessa segunda-feira, 29, ao secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Hélder Lima, que representou o governador Renan Filho durante o seminário “Trajetória e Perspectiva da Indústria em Alagoas”.

Promovido pela Fiea e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o evento marcou a celebração do Dia da Indústria (25 de maio) e uma homenagem aos 200 anos da Emancipação Política de Alagoas.

Entre as propostas apresentadas pelo empresariado, no documento, estão a agilização e desburocratização da concessão de incentivos, “bem como uma maior articulação entre o Estado e a iniciativa privada buscando dinamizar o emprego, aumentar e diversificar as exportações, estimular os setores de base tecnológica, via incentivos à inovação e produção de bens de alto valor agregado”.

Panorama nacional

Durante a abertura do seminário, Lyra fez uma análise do cenário nacional, afirmando que “o atual momento político não pode contagiar diversos segmentos da sociedade sempre ansiosos por reformas estruturais que objetivam dias melhores para o país”.

Em seu discurso, ele enfatizou que o Brasil precisa voltar a crescer, mas, para isso, é necessário alcançar a estabilidade política e econômica. “Apesar do cenário incerto e instável, temos o dever de acreditar que os poderes da República serão capazes de, respeitando a Constituição, solucionar, com equilíbrio, serenidade e espírito público, o atual estágio do Brasil”, disse.

De acordo com ele, o Brasil não pode retroceder diante de avanços registrados nos últimos meses, antes das últimas delações, que despertaram resistência às reformas estruturantes, que ele considera “imprescindíveis” para a retomada do crescimento.

“Comemorávamos o primeiro registro de que a produção nacional havia voltado a crescer depois de três anos, com significativa queda nas taxas de inflação. Discutíamos quanto mais a taxa de juros iria cair, aliviando a dívida do governo e barateando o crédito. Festejávamos 60 mil novas vagas de emprego, pela segunda vez em 2017, compensando em parte a destruição de oportunidades de trabalho promovida pela recessão”, alertou.

Palestras

No seminário, o diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi, falou sobre os “Cenários e Perspectivas da Indústria Brasileira”; o economista Francisco Braga, assessor da Fiea, abordou a “Trajetória da Indústria em 200 Anos de Alagoas”; e Luis Otávio Gomes (LOG Estratégia, Desenvolvimento e Gestão) falou sobre “Alternativas e Perspectivas da Indústria Alagoana”.

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