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Eucalipto é alternativa para diversificação econômica de Alagoas

Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Fiea e Sebrae reúnem empreendedores para mostrar a potencialidade da Eucaliptocultura

Já são quase 14 mil hectares de eucalipto plantados no território alagoano e cerca de oito anos de trabalho para consolidar uma nova atividade econômica no Estado. O seminário “Potencial da Eucaliptocultura no Estado”, que a Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (Fiea) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) promovem na manhã desta quarta-feira, 21, é mais um passo para construir uma cadeia produtiva bem alicerçada.

“Estamos reunindo as melhores cabeças da área, que trazem informações e respostas para um bom plantio de eucalipto. Vamos introduzir a eucaliptocultura em Alagoas com um pé no chão e tecnologia que garanta os melhores usos e viabilidade desta cultura”, afirmou o vice-presidente da Fiea, José da Silva Nogueira Filho, que destacou a implantação da Duratex, uma empresa brasileira de capital aberto, como uma oportunidade de consolidar Alagoas como polo moveleiro e gerar oportunidade para produtores de madeira.

Além do seminário, serão promovidos minicursos, à tarde, na Casa da Indústria Napoleão Barbosa. Nesta quinta-feira, 22, os participantes realizarão atividade prática na fazenda Marrecas, no município de Maragogi.

O presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/AL, Kennedy Calheiros, explicou que a madeira pode ter diversos usos – energético, fabrico de celulose, indústria moveleira, entre outros – e o produtor tem a oportunidade, durante o evento, de escolher a variedade do vegetal mais viável economicamente.

“Além de modificar a cultura de cultivo, a eucaliptocultura vem para modificar a cultura empreendedora em Alagoas”, afirma o dirigente do Sebrae, ao reforçar que é preciso construir uma cadeia produtiva sólida e iniciar essa nova cultura já a partir das escolas, preparando os jovens para a nova realidade.

O secretário de Estado da Agricultura, Antonio Dias Santiago, disse que o objetivo não é substituir a cultura da cana, mas gerar outra opção de atividade econômica a partir do eucalipto, que tem grande potencial de expansão. “A ideia não é trocar, é diversificar”, ressaltou.

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